Escolha o que a comparação pretende mostrar
Uma revisão de períodos pode responder a diferentes perguntas: quantas sessões foram realizadas, quanto do plano foi registrado ou como um exercício aparece no histórico. Escolha a pergunta antes de montar um gráfico. Somar todos os dados disponíveis sem objetivo pode produzir um número grande e pouca informação útil.
Use intervalos de duração semelhante e marque situações atípicas, como viagem, mudança de academia ou indisponibilidade de equipamento. Essas observações não precisam virar justificativas; elas descrevem o contexto necessário para entender os registros e escolher quais linhas podem ser comparadas.
Diferencie três estados de informação
Use “realizado”, “não realizado” e “sem registro” como estados diferentes. Uma série realizada com carga desconhecida não equivale a uma série com carga zero. Uma sessão sem preenchimento não pode ser automaticamente classificada como falta. Essa distinção evita transformar uma falha de documentação em uma conclusão sobre a rotina.
Em uma tabela, deixe o valor numérico vazio quando ele for desconhecido e explique o motivo em outra coluna. Para uma atividade efetivamente não realizada, use o estado correspondente. Assim, cálculos de soma e contagem podem excluir dados incompletos sem apagar a existência deles.
Monte um exemplo de leitura
Imagine um período com seis sessões previstas e cinco confirmadas como realizadas. A razão de execução documentada é 5 ÷ 6, aproximadamente 83,33%. Se a sexta sessão está sem registro e não foi confirmada como ausência, descreva essa incerteza em vez de afirmar que houve uma falta.
Suponha ainda que apenas quatro das cinco sessões realizadas tenham todas as cargas preenchidas. A completude desses registros é 4 ÷ 5, ou 80%. Os dois percentuais mostram dimensões diferentes: o primeiro relaciona execução e planejamento; o segundo avalia a informação disponível. Nenhum deles mede resultado físico.
Leve mudanças de contexto para a revisão
Quando houver troca de exercício ou equipamento, inicie uma nova identificação ou marque a data da mudança. Você pode manter o histórico anterior, mas deve explicar a quebra da série de dados. Comparações mais estreitas, entre condições semelhantes, são mais fáceis de conferir.
Checklist de revisão: pergunta definida, períodos identificados, estados de informação separados, dados completos contados e mudanças anotadas. O registro de séries, repetições e carga aparece em ferramentas de documentação como a descrita pela Garmin. Use o histórico para comunicar acontecimentos e perguntas ao profissional que acompanha o plano, sem extrair prescrição de um gráfico.
